Monday, 20 September 2010

à laia de ensaio com poema completo

Amigos

Mas alguma vez pensais que quem tem alma grande, deixa de a ter de um momento para o outro?
Nunca.
E assim é, portanto também, a respeito de Portugal.

Lembro-me que segundo Gurdjieff - em quem aliás não acredito senão parcialmente: mais um homem poderoso ao que parece muito envolvido com o sexo das damas mas desconheço ainda estes detalhes, e a relação entre isso e estes textos, não são agora para aqui chamada, se bem que seja relevante -....
Por ventura, segundo os ensinamentos sufis, (já que era esta a fonte de Gurdhjieff) e não só, a alma é coisa que a gente tem que ir criando. Talvez eles chamem ter que ir criando a alma ao que os místicos cristãos chamam limpar a alma. Querem os cristãos com isto dizer que é Deus quem faz e não nós, etc.
Chamemos-lhe "criar ou limpar", todos podemos sentir que a alma portuguesa ainda se busca ou buscamo-la nós. Mas a alma não é imortal?
Quando dizemos que um país chega ao fim.... que uma civilização morre... se morre... e tem alma, sobrevive a alma.... e consequentemente, dela nos temos que ocupar. Exactamente como também nos devemos ocupar da nossa alma.
Pouco importa portanto, para considerações acerda de nos ocuparmos ou não de Portugal, se estamos à beira da morte ou não. A alma aqui está: como um grito que chama pela nossa união.   
E quanto a mim ela, esta unidade de Portugal terra, portugal alma e portugal espírito, está bem viva, nada morta, por começar ainda! Quase por nascer...e... e aprender a voar!
(Mas as mães, as boas mães dos humanos, sabem que isso demora tempo, às vezes, quase a vida inteira...)

O melhor professor é o amor. E para algumas pessoas, é o único. Para mim, por exemplo, é o único. Foi o que aprendi, provavelmente à custa de ele ter sido escasso... :) (deixemos passar por agora o paradoxo. :).
Ok. O amor não existe sem o saber. Aqui, pode surgir-nos a pergunta do ovo e da galinha: o que vem primeiro, o saber ou o amor?
Bem... atrevo-me a dizer, o amor. 
Porque o amor não desiste, o amor é forçado, à custa do sofrimento, a procurar o saber. Não desistir, não ameaçar, não matar, são propriedades do amor.

Até mesmo o poema do Melro, de Guerra Junqueiro, é belo, mas é tempo de procurarmos outras soluções.
É tempo de compreendermos que o melro que tenta libertar seus filhos da gaiola, pode aprender a abri-la, ou talvez com a ajuda de mais melros consiga forçar a fechadura. Ou aqueles que prendem melros em gaiolas, podem ser levados a amar melros de melhor maneira, do que aprisioná-los, tudo sem assassínios... pelo menos, no caso de o Melro, ser um ser humano. Por de certo que o comportamento heróico de um melro não será heróico no ser humano. 

Diz-se hoje em dia, por exemplo, — e isso não será talvez ainda um problema em Portugal — que o homem se tornou "efiminado" (?), que há uma crise da virilidade. Mas essa crise, deve-se a um excesso de amor? Deve-se ao amor das mães que educaram os filhos de forma efeminada? Não.
Alguma vez nos atrevemos a dizer que a nossa sociedade é guiada por amor?

O Bahagawat Guita é um livro de ensinamentos espirituais, que apoia a guerra.

Vejamos este texto de "Uma Visão" de Yeats. (pag 53, edição relógio d'agua). Descreve-se o discurso de um homem que surge como sábio, guia espiritual:

"Após uma era de necessidade, verdade, bondade, mecanicismo, ciência, democracia, abstracção, paz, vem uma era de liberdade, ficção, maldade, analogia, arte, aristocracia, particularismo, guerra. Terá a vela da nossa era ardido até ao castiçal?
Caras aves predadoras, preparai-vos para a guerra, preparai vossos filhos e tudo quanto esteja ao vosso alcance, pois como poderá uma nação ou raça converter-se  sem guerra nessa brilhante "estrela sem igual" de que falava Shakespeare, a estrela que iluminava as estradas da infância? Submetei a arte, a moral, os costumes, o pensamento, à prova das Termópilas; fazei com que ricos e pobres ajam uns para os outros de modo que aí possam combater lado a lado. Amai a guerra pelo seu horror, para que possa transformar-se a fé, renovar-se a civilização. ... Quando uma raça descobre, através da aparição e do horror, que a perfeição nunca perece, nem a imperfeição pode por muito tempo ser interrompida, quem conseguirá deter essa raça? A fé renova-se continuamente na provação da morte. "

Na realidade este pensamento ainda é o que está na base da estrutura das nossas sociedades.

Todos os artistas e intelectuais alemães de antes da I Guerra mundial acreditavam que a guerra ia resolver os problemas de degeneração da sociedade. Deixaram de acreditar, quando a viveram, à guerra.

O facto é que vivemos numa sociedade e num mundo baseado em princípios de guerra. E a grande maioria das pessoas ainda acredita nela como maneira de resolver os problemas: eliminar o outro. Se assim não fosse, não viveríamos no mundo em que vivemos.

Deixando um outro tema de parte que aqui quis abordar, respeitante à solidariedade, à amizade, o que quero fazer é partilhar um poema de Augusto Casimiro. Ele era republicano, no entanto, penso que não há nada neste poema que desgoste os monárquicos ... ?

E eu gostaria de vos dizer aquilo em que eu acredito. É apenas a minha visão, e por decerto de acordo com a de outros e com a de Agostinho da Silva. Porém, estou mais certa do que nunca, de que esse é o contributo que um dia posso dar, para essa parte do caminho de Portugal:

Encontrar o caminho espiritual para a Índia, o caminho interior.  
Travar a Guerra, mas é a Guerra interior ! A Guerra que trata de conhecermos as ilhas desconhecidas dentro de nós, de ir às descobertas dentro de nós. Mas dentro de nós, não separados, mas ... de mãos dadas. Não para ficarmos lá dentro fechados, mas como base e verdadeiro governo das nossas acções políticas externas.
De darmos as mãos e meditarmos juntos, em vez de só cada um para si, e de nos unirmos numa fraternidade que nasça desta nova luz.
Penso que também a  Monarquia tem um significado interior:  tal como nos contos de fadas — e embora todas as dificuldades em realizar os sonhos! — cada um de nós é uma princesa e príncipe em potência, e um rei e raínha em potência, que procura a união....
Penso que podemos descobrir um novo sistema de governo, partindo do bom das antigas tradições, pois que o amor trará todo um grande e novo saber. 

Acredito no poema de Augusto Casimiro, se o transportarmos para a compreensão interior e espiritual e penso que se iniciarmos um movimento espiritual entre nós, nos uniremos finalmente, portugueses, e criaremos um país diferente.


E no fundo queria partilhá-lo convosco, esse poema:
Ele diz tanto mais, tanto mais do amor e do anseio que me vai na alma,
para pedir a vossa ajuda a eu, um dia poder ajudar
e, com todos vocês, 
poder fazer a minha parte,
a minha pequenina parte.

O dia foi muito cansativo e terminou cansado
Mas começou com a certeza de algo que queria partilhar convosco.
A que que a Monarquia, a Guerra, a luta, a conquista, a vitória e o bem
que procuramos para o nosso País
são as interiores.
E que com essa inspiração, guiados pelo espírito do amor,
formaremos o País por fora.
Protegeremos as suas riquezas que voltaremos a crescer e a criar
na agricultura, nas artes, num turismo não destrutivo, nos artesanatos.
E deveremos desenvolver um sistema económico para Portugal,
aparte a miséria financeira internacional.
Precisamos de acreditar mais em nós próprios :))) como vocês sabem melhor do que eu, ainda.
E depois, muitos se poderão juntar à nossa aventura....

Bem sei, outros já estão muitos avançados em fazer muitas coisas destas.

Mas às vezes há diferenças, que se tornam importantes.

Não sei. Sei que tinha que dizer isto hoje. 
Mesmo que imperfeita imcompleta e desageitadamente. 
Mesmo que não se compreenda bem a que propósito vem tudo isto...
ou que eu não vos possa explicar agora a que propósito vem tudo isto.

Talvez a propósito de as nossas sortes, a minha e a de Portugal estarem, realmente, ligadas, como muito simplesmente digo no meu simples poema: 

"Eu,
Portugal"

Talvez isso, se for preciso, eu possa vir a explicar .

Talvez porque cada um de nós, é Portugal.
Tu, és Portugal.

Swedenborg conta como a partir de certo ponto de vista celeste, cada povo de um país é um ser humano....

Hoje não posso acabar o poema, mas sim amanhã :






A TENTAÇÃO DO MAR

Ponho-me às vezes a escutar, atento, 
A voz do sangue, a voz da minha raça...
E em meus olhos, então, saudosos, passa
Uma visão que é um deslumbramento!

Em honras de amargura e de ansiedade,
Quando os meus braços tombam de fadiga,
— Ponham-me a ouvir aquela voz antiga
Religiosamente, com saudade...

É quando a noite cai silenciosa
E uma tristeza oculta chora entre nós,
Que eu ouço aquela voz misteriosa
E me esqueço a falar com meus avós!

É quando alguém me diz que tudo é morto,
Que a Pátria é morta e destruído o lar...
Quando vagueio pálido e absorto,
Com amargura e sem acreditar!

É quando eu vejo a terra abandonada,
O Passado esquecido... E escuto, além,
Na escuridão da noite envergonhada,
Insultarem a Pátria, a própria Mãe...

Quando oiço o Mar ao longe embravecido,
Bolsando ao ar os negros vagalhões,
No silêncio profundo e estarrecido,
A cantar as estrofes de Camões...

É quando, à luz amiga das estrelas,
O Mar saudoso e bom, o Mar profundo,
Julga, a sonhar, que embala caravelas
Que vão partir a devassar o Mundo!

Ficam-se os olhos húmidos, inquietos
A interrogar em vão a noite escura.
E eu sinto em mim a trágica amargura
Dos destinos falhados, incompletos....





Mas, numa aurora esplêndida e bendita
É então, é então que em mim desperta
E ao meu sangue novo ressuscita
O espírito da raça num alerta!

E no meu sangue, em turbilhões, a arder,
Em orgulho e em fé e esforço altivo,
Todas as glórias do Passado vivo,
Todo o passado canta no meu ser!...

...São primeiro os indómitos pastores,
Rudes, selvagens, livres, vagabundos,
Gigantescos, erguidos nos pendores
Das altas serras sob os céus profundos!...

Vejo-os além de mim, longe, na bruma,
Pelas encostas bárbaras da serra...
E olham receosos a nevada espuma
Dos braços do MAr cingindo a Terra...

Vejo-os cavando o solo... E o trigo cresce.....
— Olha as searas de oiro, os frutos loiros!...
As enxadas ao Sol, — olhai, — parece 
Que cintilam no ar como tesoiros...

Vejo-os por fim à beira-Mar, um dia,
Ouvindo as ondas cérulas cantar...
E já os tenta uma visão que erguia
Aos olhos deles a canção do Mar...

Vão-se à floresta... Brilham os machados...
E os troncos descem, mortos, sobre os rios...
Ei-los , na foz que se erguem, espantados,
Ei-los no ar, são mastros de navios...

Depois, — ó dia grande! — eu vejo  o Povo
Da minha Terra à beira-mar chorando...
É o doirado romper de um tempo novo!
São as velas, ao longe navegando!...

Pelo mar fora vão, pela ventura,
Levam somente a graça do Senhor!
De asas abertas, pela noite escura,
Nem as detém o próprio Adamastor...

Vede os mareantes, vede os vagabundos,
Percorrendo as longínquas solidões...
Dão ao mundo espantado novos mundos!...
Dão ao Futuro os versos de Camões!

Abrem a Idade-nova! E o mundo inteiro
Viu-se maior, mais rico ao despertar,
Pelo esforço do Povo-marinheiro
Que atravessara e dominara o Mar...

Grita em meu sangue a fúlgida eopeia,
Cega-me a luz a arder de tantos sóis,
Sobe do Mar da Glória a maré cheia,
o Sol aureola as frontes dos heróis!

E então em mim renasce o velho culto,
o antigo amor, a vida vencedora...
E em meus olhos ardentes passa o vulto
Duma Pátria a sorrir como uma aurora.

Pulsa irrequieto, a arder, meu sangue novo. 
Rasga-se ao meu olhar um alto fim!...
E toda a alma heróica deste povo
Sinto-a sonhar e delirar em mim...

Ah! como é bela a Vida ansiosa, inquieta,
Ah! como é grande e belo navegar!
— Sou marinheiro porque sou Poeta,
— Vinde comigo, vamos para o Mar!

Ah! como é bela a ânsia desmedida
Que nos dilata e peito, a estremecer,
E nos exalta e nos dilata a vida,
E nos levanta e diviniza o ser!

Ó meus avós — heróis da Descoberta,
Quero ir convosco pelos mares fora...
É a vossa alma que hoje em mim desperta,
É o cosso coração que sinto agora!

Vamos todos para o Mar!... Se acaso o Mundo
Estreito for pra tanta ansiedade,
Vamos às Índias que há no céu profundo,
Vamos cruzar, correr a Imensidade!...

Numa divina ânsia erguei os braços,
Livre já das algemas, para o Céu!
— Há muitos sóis brilhando nos espaços, —
Vamos roubá-los como Prometeu!...

Há mundos novos pra arrrancar à Treva,
Muitas venturas pra roubar à Dor...
— Partamos todos numa ardente leva,
Erguendo ao alto pavilhões de Amor!

No mar profundo e vasto do Futuro
Há muitas Índias para descobrir...
Vamos abrir à luz o Oceano escuro,
Vamos tocar às praias do Porvir!...

É embarcar e partir com ansiedade!
— Vamos buscar aos horizontes novos,
Índias-novas de Amor e liberdade,
E mais luz e justiça para os Povos!...

É olhar o Passado!— Olhai-o vós
Com bons olhos de Amor... E escutai!
— É toda a História que se escuta em nós,
— Vede a maré de glória que aí vai!

Deitais barcos ao Mar! Eh! — marinheiros!
Que esperais vós, então? — Vá, embarcar!...
— Nós somos inda os mesmos marinheiros,
— É este ainda o mesmo antigo Mar!

O mundo é sempre novo, — ó meus amigos!
E o Futuro é imenso e o Ideal...

— Embarquemos pra o Mar como os antigos,
— Que este é ainda o mesmo Portugal!




12-10-1911,  Augusto Casimiro

Estou a trabalhar com grande urgência depois de uma interrrupção de horas que foi necessária: o advogado, que é um dos meus anjos da guarda do momento precisou falar comigo, e já não pude fazer o que pensara.

Os textos que surgirão hoje

Com a graça de Deus... nas próximas horas, imperfeitos e muito incompleto que sejam, algo hei-de publicar.
Atenção, no entanto, ainda tenho que os escrever.
http://meditando.wordpress.com/2010/09/06/prece-por-um-criminoso-4/
ok
PRECE:
Senhor, Deus de misericórdia,
Tira-lhe dos olhos a venda que lhe oculta a gravidade de suas faltas. Possa o seu arrependimento merecer de ti acolhimento benévolo e abrandar os sofrimentos de sua alma! 
Senhor, tem piedade dele!

Alinhavos à laia de MARCO..... 20, e o dia do primeiro julgamento

Sobre o julgamento:
(AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH..................acabei de saber os resultados.
Mas primeiro os outros textos a surgir nas horas próximas. Mas agora já meu coração....)


Precedendo outros textos a surgir nas horas próximas...
MUITO MATERIAL RICO PARA TRANSFORMAÇÕES QUE SE IMPÕEM E
POEMAS POR FAZER



Teu corpo agarrado
meu corpo amarrado
pelo horror

Meu corpo atropelado
teu corpo de mãe, menina,
de mulher 
no chão esmagado
triste sina
de ser
— passado?
Um tractor
humano morto
máquina viva
espírito torto
com carne e pele e ossos
de chumbo 
grossos
e toda a fealdade
de um ser repelente
de uma bestial verdade
de uma consciência ausente

Nossos corpos dobrados
nossos corpos obrigados
pelo mundo oco
pela luxúria cega
pela violência
de quem louco
odeia a sapiência
destrói
a quem pega
só dói,
sómente
mente
mente
mente
e nada
sente.

Friday, 17 September 2010

Nocturnos

 

Hoje 1 e 2

Eu sou o homem que conheceu a aflição, sob a vara do Seu furor. Conduziu-me e fez-me caminhar nas trevas e não na claridade. Dirige a Sua mão contra mim todos os dias e sem cessar. Consumiu a minha carne e a mnha pele, partiu os meus ossos.  Edificou contra mim, e me cercou de veneno e de dores. Fez.me morar nas trevas, como os mortos de há muito tempo. Cercou-me com um muro para que não possa sair, carregou-me de pesados grilhões. 

Lamentações de Jeremias, da noite obscura de João da Cruz. 


1:








2: O Anjo:




Thursday, 16 September 2010

Tomas Luis de Victoria - Caligaverunt oculi mei

Victoria - Tenebrae Responsories - Eram quasi agnus

Victoria - Tenebrae Responsories - Tenebrae factae sunt

ontem, hoje, e 20 de Setembro

Ontem: Na boca do lobo.Hoje e amanhã: na boca do lobo.

Horas H.
??? !!!!!!

20 de Setembro é o julgamento.
(Mas hoje explicaram: é só o primeiro.)


Dei horas.
Agora a roubá-las do descanso indispensável para um dia que é um projecto impossível! 

Levantar-me às ....3h30 ou 4h
Para CONTINUAR o nado das águas escuras - e NÃO PENSAR...


???®˙åæ®˙ßß®ˇßˇ∂™¥„µøµ ‘™æ∫†„∫√¥ „¯ˇß¥ı[„ıµ¬ ∫∂ æµ ƒ∂ß∑߯†„]ø„ ‰®æ∂ƒß√ƒ∫˙∑߃¥¯ı [ø]‘ı„“µ¯ ¬˙  æ™÷¯†∂™ˇ¬ƒ˙«æ√ıµ„ƒ˙¬ æ®™√†÷ıø„∫µ¬ √©∂ƒßæ®∑£™æ‰¥®†¶¯«™ˇæ®ß¥‰¶÷ßß[‰ı£ß„ß¯Ωæ˙∂ˇ®¥∂†÷ı„“¯©˙µ ¬ƒ∂∫ˇæ™ß¶†÷ı[øı‘ƒ¥“©µˇ¬ƒ«∫∂Ω√ß®™‰¶ı[ø‘¯“√ µ¬∫√ ßΩƒ∑壙‰¥¶†
ߡ™®«¥„µ«˙ˇ©ƒı¯„¯¬©˙ƒˇ˙¥„ˇ¯†˙¥¯«™ƒˇƒ™¯©¥„√ı†‘ˇ¥¬™¯ƒ¯™¥„µ“„ˇ„‘ıƒ‘ƒ„ˇ®™∂˙∂«ƒΩ˙®∂«ˇˇƒ¯«ƒ


De ontem à noite: Continuar o que disse

Várias mensagens numa só, a título de tentativa de comunicação, mesmo que precária.


E assim, ontem de manhã, me lancei. A fazer, como disse. O que tenho que fazer, tão simplesmente.
Coração como massa de fazer pão.

É como (foi esta a metáfora que ontem de manhã surgiu)
mergulhar num daqueles tanques negros em que a água está talvez limpa mas o fundo cheio de algas e peixes,
ou um rio assim, e é preciso chegar ao outro lado sem pousar os pés e a água é gelada e não se sabe se limpa se suja, nem o que há lá por baixo.
Fica tão longe a outra margem, que não se vê.

Só paro quando lá chegar.

No fundo, É esta a minha aprendizagem, a minha lição número um. Sempre foi.

Trevas, mas também a alegria de ter iniciado. Ontem.
Não: à noite, houve muito mais que alegria:



2 - À noite - esperava-me aquele sentir, e esperavam-me na cama as palavras divinas
como flor

não,
como botão

não,
ainda como ...
semente....

A partilhar, a fazer crescer !

e era tudo fonte
amor...
o mesmo brilho
para oferecer

E é.



3 - o filme de melhoria de vida


Lembro aquele filme!! será uma dádiva amorosa para ajudar
mulheres loucas:

Nartan, e antes da morte, que fez ele?
Foi isso também?
Foste colher a morte no teu paraíso.
Ajudaste-o. 


4 - Falando de riscos, de saltos !!.... que foram nada mais do que erros. Quantos já!

     Agora, foram 3 anos da minha vida assim, - ou mais!! (Depende das consequências do agora, ainda....).

5 - Mas tão mais do que isto exprime a música.



Friday, 10 September 2010

... poema do pecado original

...      (da sebenta de uma voz destrem-nada, a propósito do riso de algumas mães... e de pedras.)

           



A mãe que venceu no vazio
sem nada
um sorriso, o riso
o muito riso
no nada
segurando o filho
a filha 
contra o peito
a mão firme
firme
por amor
tremendo à noite nos sonhos
vencendo de dia
medos medonhos.

Desaparece a mãe
cresce a rosa
no coração dos filhos,
— o bem-escutado !
faz-se roseira, roseiral
fonte do aroma
alimento do Anjo
que sempre os guia
e lhes estende a mão
quando da travessia
de uma nova escuridão.

A mãe sem nada
a luta
todos os dias
e a guerra.
O seu riso
que tudo iluminava
as montanhas da serra
as pedras da casa
os rostos das crianças 
e o espaço que então
Deus habitava
dentro dela.

Oferecida a vida
partiram os filhos 
cheios de esperanças
cada um em sua caravela
ricos e venturosos
Sem medo,
de si mesmo um tanto
orgulhosos.

A mãe que amou
antes de ser amada
a mãe que 
o amor multiplicou
da semente do nada.



9 - 9

Tuesday, 3 August 2010

a ☆ nesse vasto vale de luto

Eram muitos os loucos 
à minha volta
e o ignóbil me cercava todo o dia
mas de soslaio vi aquela  imagem :
De dois círculos, um olhar.
De uma viajem, 
um vulto.
E uma mensagem 
que dizia: 
— voar !

Nem pude melhor ver
ou ler 
ou observar
Mas foi como se uma estrela 
se erguesse do fundo 
negro do mar !
pequena mas tão brilhante!

E mesmo nesse tempo de trevas e ameaça
nesse vasto vale de luto
senti no meu fundo o brilho da Graça
o mistério luminoso que de novo me sorria,
como dantes, O Companheiro
a permanente alegria !

E eu só,
num mundo inteiro 
de gente sem dó
de atenção deserto 
de um escuro véu,
coberto
senti
minh' alma cintilante,
e no coração 
o azul do Céu,
...
vi.
...



"Do horror uma flor" - V. de Junho 2010

S

S

Icarus

A "Força dos Diamantes"...

All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.
From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;

Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king.


John Tolkien 

A Fragilidade das Flores - 0.49 to 1.12

Sunday, 25 July 2010

Do Ouro

Todos sabem que os metais de superior qualidade não enferrujam.

Lua Cheia afinal

Dentro de mim.

O dia fora do tempo

São estas as árvores vivas
de que falo no meu último poema...

Depois, mudo este texto

E tudo isto tudo isto no fundo é apenas por eu não ter andado a fazer o meu trabalho, o espiritual, aquele que quero e que é tanto tanto o meu caminho. Depois acontecem todas estas coisas. Mas eu agora estou contente. O dia, tão diferente do pensado foi muito bom
afinal.
Não sei se é também -- penso que sim, conhecendo-me a mim própria este bocadinho — porque tenho dois mails prontos, enfim mais ou menos, prontos para enviar. Se envio ou não, agora neste momento não sei pois neste momento sei que o mais importante, tudo o que realmente QUERO dizer — tão diferente do que TENHO que dizer, (questão essencial do dia de hoje, precisamente),
é isto.
Que quando me viro para esses estudos e transformação que quero estou feliz.
E que eu sabia que era isso que me faltava, fazer o que quero, já que o que quero é este caminho
e será talvez assim, esta felicidade instantânea!, porque o meu querer por de certo condiz com o querer de Deus.
Apenas eu queria tanto levar-te comigo.
Mas não posso. porque os meus braços ainda são pequeninos.

Mas posso partilhar um pouco do que vem com o fazer tudo o que quero, sendo que o que quero com Deus coincide (tenho que conversar sobre esta questão), e assim disso, Deus vem.

Não sei, às vezes não se pode falar da felicidade porque nos comem, ah como é difícel não ter uma mão
um irmão
que nos defende das pessoas que nos comem.

Que cansaço e que Beleza tão grande na Vida !

Às vezes

Duas palavras chegam para nos retirar da nossa concentração
ou do espaço espiritual do qual necessitamos.

Thursday, 22 July 2010

Dôr viva - material de construção

Quanto chora
meu coração 
há tanta hora.
O leito
no rio
do meu peito
feito de osso
ranjente, ranjendo
tão fundo cava 
cada expiração.

Como dois baldes 
descendo ao fundo 
dos meus pulmões 
que são dois poços
cheios
do ar prenho
e grosso 
das lágrimas
que tenho 
e ouço
correr
e encher
e que doem
e sobem
e pressionam e 
moem
meus ossos 
como balões
de fogo 
que querem subir 
e não podem
incendiando
as árvores
que habitam meus pulmões
no seio dos ossos
ardendo
ardendo
em chama
dentro dos dois poços
ranjendo

gemendo

O rio
que corre
que corre
do leito 
no centro do meu peito
inundando as margens
revivificando as raízes
abandonadas
esquecidas!

Trazem as correntes
das expirações
lentas, enferrujadas
os baldes
ao de cima,
como meus seios
de lágrimas 
cheios
— de minha sina!

oh inspirações
oh Farol
que me vês de cima
Verte-as agora 
sobre 
as árvores
em fogo encharcadas
minhas lágrimas
de chamas
nestas páginas
vertidas

oh sonhadas 
esculturas de mármores
a sangue
e sol
esculpidas 
contra o estanque 
do cinismo e da morte
apesar
da pesada sorte.
oh antes desertas
árvores
dentro de cada pulmão
e fora.

porque o meu coração
em todo o lugar ora 
e mora

à luz
agora
libertas
— e vivas! 

Wednesday, 21 July 2010

Summertime

Ah canta meu coração

Canta,
pouco importa!
Para quem conhece
do amor verdadeiro
a porta!

Subirás mais mais
além do sol
além do mar
além da dor
do amor

Cantiga de amigo mais que imperfeita












Loucuras do amor.







Ao ver este vídeo enviado por um amigo atento:


Logo gritou a menina do mar: precisas de mim?
Estás bem? eu vou-te salvar! 
Já se sabe que não é lógico, mas pronto, digo apenas 
como foi.
E foi assim que nasceu esta
Cantiga de amigo de uma manhã de 21 de Julho.
Era para enviar mas devido à sua imperfeição, não enviei.
A gente, quando ama, quer oferecer a perfeição, a qualidade, o nosso melhor.
Quem compreende, sorri.
Essa é a ternura do amor.

Não é o poema que é grande.
É o amor, e esse pode crescer e ir além
e fazer grandes coisas.
É uma grande riqueza o amor.

Não atino com o poema, mas um dia terá reparação.
Ou seu material servirá para um poema bom,
transformar-se-á.
Ou para uma pintura
Sabe-se lá!
Mas o que eu queria era que ele se transformasse em amor.



Cantiga de amigo de uma manhã de 21 de Julho.

Cavaleiro do mar
cavaleiro do ar
onde tu estiveres
eu vou-te buscar!

Turvas têm estado as águas
bem sei
mas essas não são eu
nem aquilo que tenho para dar
são as mágoas
amor meu!
são as mágoas!
de perdida neste mundo andar.

sem um ombro amigo
sem meu lar
ai amigo
sem meu lar

Sendo tu do meu coração
o sol
eu sou a vida
que tu próprio dás
que a luz em ti ilumina,
que a árvore faz crescer.

Eu em mim trago:
tudo o que transcende
o que neste mundo jáz.
Tudo o que é alegria e ser
meu mago!
— verás!

Artemísia - Re de um oráculo vivo

(Parte de -  Re: um oráculo vivo)


Invocação de Artemísia

Oh tu deusa da liberdade
dos caminhos
tu que como eu amaste
acima de tudo
os bosques e os verdes pinhos


Tu que de noite
te deixaste encantar!
Tu que foste ferida
pelas lanças
das estrelas
ao luar

...
continua mesmo

20 de Julho de 2010



Sunday, 18 July 2010

O Anjo



Será possível que um Anjo seja a união de dois "loucos" depois da travessia?


....


A soft breeze tickled the Fool as the angel beat his wings as if applauding. “That’s very good, Fool. You are wise indeed. Now do you see the path beside me? The one that leads to the mountains in the distance? You are to take this road next. I warn you that the next two you will meet are very scary to some but study them and learn from them. I hope you can pass their tests. Your journey is nearly done.”


The Fool splashed through the water to cross to the path the angel indicated. He paused to thank the angel before he struck out down the smaller, winding path towards the mountains. He wondered what could be so much worse than Death.
To be continued…

My journey after meeting Death

I recently met dead, manytimes...







The angel smiled at him. “Why do you think the water is coming from the top cup to the bottom cup? Perhaps it is flowing from the bottom up. Sometimes it is one way and sometimes the other. The water is endless because it is energy, you see. So I can fill from the top or the bottom as I need. You see, the secret is that I can turn any situation into something different just by how I think and act. We all can.”
Well wasn’t that something. The little Fool took a step back, tripped and sat down hard on his rump. The angel chuckled. “Your reaction is not unusual. I’ve told many a fool wandering this same path this same thing. Most of them do not use this information wisely.”
He looked down at his feet. “Do you also want to know why I stand like this?”
Dumfounded, the Fool could only nod. Of course he did.
“Fool, in this world there is the supernatural world and the natural world. My right foot represents the natural world but dips in the supernatural, intuitive water. My left foot, representing the supernatural world rests on the natural, known earth. 

Saturday, 17 July 2010

A chama das coisas

antíquíssimas e sagradas
No meu coração

5 -7
Para sempre 
...
25
...
Aqui está a fotografia de um voo 

cujos direitos de autor pertencem 
a um coração capaz de voar






sem 
gravidade

Oráculo de Atena incompleto

...

Wednesday, 7 July 2010

A voz do céu

Tu,
invisível escutador de miragens!
Oh, génio! que num frémito
engoles e cospes
do Universo, todas as paisagens!

Tu
Murmúrio das Vias Lácteas!
oh sangue do meu sangue
sussurrante silêncio 
por entre as galáxias!


Retorna!... voz de ouro!
...
...
...
...

CALMA

= C + Alma

Monday, 5 July 2010

Moi non Plus

H

Re de um Oráculo Vivo


No ar
dos rios
os risos de crianças
correndo
caindo em cascata!
....

Penélope
coreografando suas danças
com fios
tecendo
destinos em ouro e prata.
...

E o resto do mundo gemendo
e o resto do mundo fenecendo
violência berro grito da tortura
lava lenta 
maquinal
besta violenta
o chumbo do mal
trepando pelas pernas
das mulheres na calçada
algemando passos de flores
das crianças
encinerando a beleza
a sedução que procuras
tudo do amor
danças
esmagadas em pavor.

Tudo cinza 
tudo ódio
tudo ferro
tudo nada
tudo gente apavorada
tudo morte
da árvore da vida
a vida sugada
abandonada
por nós, à sua sorte.
...


Cont.

Ouve Poeta Verde (de A Força do Belo)

Ouve poeta verde:
Não é verdade 
que tudo seja arranhar de ranjer de unhas
nas faces destroçadas
por de trás
das máscaras-passaporte-de-todos-o-cidadão
Não é verdade
que tudo seja crueldade.

Existem músicos
que tocam flauta
ao acender das fogueiras celestes

E muitos, embora os não ouçamos,
ouvi-los-emos
e muito embora os não vejamos,
vê-los-emos:
Uma noite,
eles desertarão a sala de concertos,
para de mansinho pela madrugada se levantarem
e nos primeiros azuis
que da obscura noite se anunciam,
no espaço seus cantos lançarem
suspiros de ar, em tubos. Tremendo.

Calar-se-ão às vezes
para deixar ouvir os pássaros.
E no silêncis sem peso
nossos corações
se erguerão
como de Nut o filho se ergue
dos profundos Tártaros.

jardim

Era tão pequena ainda
quando te conheci
cheiravas a jasmim!

A Grande Mãe - Dione em Dodona - Reia - Peleiades - Atena - Pítia


Atena...


 e missão
Em tempo de guerra...

aflição...

(CONTINUA)




Sunday, 4 July 2010

The City of Love















Encarregados de transmitir o amor

Passagens na bíblia: [ Isaías 6:2 ] e [ Isaías 6:6 ].

 The Hug      Sculptor: Jimilu Mason, 1987 Inscription: "In memory of Mort Hoppenfield whose plans and designs for Columbia embrace all people"
thanks to      Jeffhung

Overlooking the plaza at Town Center Lakefront is a bronze sculpture by Jimilu Mason called THE HUG. The sculpture was a gift to the community in 1987 from The Rouse Company and Enterprise Development Corporation in honor of the late Mort Hoppenfeld. As Vice President of The Rouse Company, Hoppenfeld directed the planning and design of Columbia from its earliest days until 1975. According to the artist, the work reflects "Columbia as Mort envisioned it -- a city of love, a city for lovers." Ms. Mason's work is well known in the Washington area, including the bust of Lyndon Johnson in the Capitol, and Brio, a bronze dancing man in Alexandria, Virginia. (source of this paragraph: ColumbiaMaryland.com)