Tuesday, 14 September 2010
Friday, 10 September 2010
... poema do pecado original
... (da sebenta de uma voz destrem-nada, a propósito do riso de algumas mães... e de pedras.)
A mãe que venceu no vazio
sem nada
um sorriso, o riso
o muito riso
no nada
segurando o filho
a filha
contra o peito
a mão firme
firme
por amor
tremendo à noite nos sonhos
vencendo de dia
medos medonhos.
Desaparece a mãe
cresce a rosa
no coração dos filhos,
— o bem-escutado !
faz-se roseira, roseiral
fonte do aroma
alimento do Anjo
que sempre os guia
e lhes estende a mão
quando da travessia
de uma nova escuridão.
A mãe sem nada
a luta
todos os dias
e a guerra.
O seu riso
que tudo iluminava
as montanhas da serra
as pedras da casa
os rostos das crianças
e o espaço que então
Deus habitava
dentro dela.
Oferecida a vida
partiram os filhos
cheios de esperanças
cada um em sua caravela
ricos e venturosos
Sem medo,
de si mesmo um tanto
orgulhosos.
A mãe que amou
antes de ser amada
a mãe que
o amor multiplicou
da semente do nada.
9 - 9
Saturday, 28 August 2010
Friday, 6 August 2010
Tuesday, 3 August 2010
a ☆ nesse vasto vale de luto
Eram muitos os loucos
à minha volta
e o ignóbil me cercava todo o dia
mas de soslaio vi aquela imagem :
De dois círculos, um olhar.
De uma viajem,
um vulto.
E uma mensagem
que dizia:
— voar !
Nem pude melhor ver
ou ler
ou observar
Mas foi como se uma estrela
se erguesse do fundo
negro do mar !
pequena mas tão brilhante!
E mesmo nesse tempo de trevas e ameaça
nesse vasto vale de luto
senti no meu fundo o brilho da Graça
o mistério luminoso que de novo me sorria,
como dantes, O Companheiro
a permanente alegria !
E eu só,
num mundo inteiro
de gente sem dó
de atenção deserto
de um escuro véu,
coberto
senti
senti
minh' alma cintilante,
e no coração
o azul do Céu,
...
...
vi.
...
"Do horror uma flor" - V. de Junho 2010
...
"Do horror uma flor" - V. de Junho 2010
A "Força dos Diamantes"...
All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.
From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king.
John Tolkien
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.
From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king.
John Tolkien
Monday, 2 August 2010
Sunday, 25 July 2010
O dia fora do tempo
São estas as árvores vivas
de que falo no meu último poema...
Depois, mudo este texto
E tudo isto tudo isto no fundo é apenas por eu não ter andado a fazer o meu trabalho, o espiritual, aquele que quero e que é tanto tanto o meu caminho. Depois acontecem todas estas coisas. Mas eu agora estou contente. O dia, tão diferente do pensado foi muito bom
afinal.
Não sei se é também -- penso que sim, conhecendo-me a mim própria este bocadinho — porque tenho dois mails prontos, enfim mais ou menos, prontos para enviar. Se envio ou não, agora neste momento não sei pois neste momento sei que o mais importante, tudo o que realmente QUERO dizer — tão diferente do que TENHO que dizer, (questão essencial do dia de hoje, precisamente),
é isto.
Que quando me viro para esses estudos e transformação que quero estou feliz.
E que eu sabia que era isso que me faltava, fazer o que quero, já que o que quero é este caminho
e será talvez assim, esta felicidade instantânea!, porque o meu querer por de certo condiz com o querer de Deus.
Apenas eu queria tanto levar-te comigo.
Mas não posso. porque os meus braços ainda são pequeninos.
Mas posso partilhar um pouco do que vem com o fazer tudo o que quero, sendo que o que quero com Deus coincide (tenho que conversar sobre esta questão), e assim disso, Deus vem.
Não sei, às vezes não se pode falar da felicidade porque nos comem, ah como é difícel não ter uma mão
um irmão
que nos defende das pessoas que nos comem.
Que cansaço e que Beleza tão grande na Vida !
de que falo no meu último poema...
Depois, mudo este texto
E tudo isto tudo isto no fundo é apenas por eu não ter andado a fazer o meu trabalho, o espiritual, aquele que quero e que é tanto tanto o meu caminho. Depois acontecem todas estas coisas. Mas eu agora estou contente. O dia, tão diferente do pensado foi muito bom
afinal.
Não sei se é também -- penso que sim, conhecendo-me a mim própria este bocadinho — porque tenho dois mails prontos, enfim mais ou menos, prontos para enviar. Se envio ou não, agora neste momento não sei pois neste momento sei que o mais importante, tudo o que realmente QUERO dizer — tão diferente do que TENHO que dizer, (questão essencial do dia de hoje, precisamente),
é isto.
Que quando me viro para esses estudos e transformação que quero estou feliz.
E que eu sabia que era isso que me faltava, fazer o que quero, já que o que quero é este caminho
e será talvez assim, esta felicidade instantânea!, porque o meu querer por de certo condiz com o querer de Deus.
Apenas eu queria tanto levar-te comigo.
Mas não posso. porque os meus braços ainda são pequeninos.
Mas posso partilhar um pouco do que vem com o fazer tudo o que quero, sendo que o que quero com Deus coincide (tenho que conversar sobre esta questão), e assim disso, Deus vem.
Não sei, às vezes não se pode falar da felicidade porque nos comem, ah como é difícel não ter uma mão
um irmão
que nos defende das pessoas que nos comem.
Que cansaço e que Beleza tão grande na Vida !
Às vezes
Duas palavras chegam para nos retirar da nossa concentração
ou do espaço espiritual do qual necessitamos.
ou do espaço espiritual do qual necessitamos.
Thursday, 22 July 2010
Dôr viva - material de construção
Quanto chora
meu coração
há tanta hora.
O leito
no rio
do meu peito
feito de osso
ranjente, ranjendo
tão fundo cava
cada expiração.
Como dois baldes
descendo ao fundo
dos meus pulmões
que são dois poços
cheios
do ar prenho
e grosso
das lágrimas
que tenho
e ouço
correr
e encher
e que doem
e sobem
e pressionam e
moem
meus ossos
como balões
de fogo
que querem subir
e não podem
incendiando
as árvores
que habitam meus pulmões
no seio dos ossos
ardendo
ardendo
em chama
dentro dos dois poços
ranjendo
gemendo
O rio
que corre
que corre
do leito
no centro do meu peito
inundando as margens
revivificando as raízes
abandonadas
esquecidas!
Trazem as correntes
das expirações
lentas, enferrujadas
os baldes
ao de cima,
como meus seios
de lágrimas
cheios
— de minha sina!
oh inspirações
oh Farol
que me vês de cima
Verte-as agora
sobre
as árvores
em fogo encharcadas
minhas lágrimas
de chamas
nestas páginas
vertidas
oh sonhadas
esculturas de mármores
a sangue
e sol
esculpidas
contra o estanque
do cinismo e da morte
apesar
da pesada sorte.
oh antes desertas
árvores
dentro de cada pulmão
e fora.
porque o meu coração
em todo o lugar ora
e mora
à luz
agora
libertas
— e vivas!
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